BNCC na educação infantil: saiba tudo!

Por Marketing em 11 de fevereiro de 2020.

A Base Nacional Comum Curricular é um documento que transformou a educação básica no Brasil nos últimos anos – com um grande salto na Educação Infantil.

As competências da BNCC tem como objetivo formarem a base de sustentação e da essência da qualidade da educação no País inteiro.

O documento criou diversos avanços para definir o padrão da educação básica brasileira, estabelecendo um patamar de aprendizagem e desenvolvimento que deve ser direito de todos os alunos no país.

Por isso, as escolas precisam se adaptar para seguir e proporcionar os conjuntos de aprendizagens essenciais que devem ser desenvolvidas pelos alunos na Educação Básica.

Assim, o conhecimento da Base Nacional Comum Curricular é chave para uma gestão escolar com qualidade pedagógica integrada com o padrão nacional de educação para crianças e adolescentes.

Quer seus alunos aproveitando o que há de melhor na Base Nacional para complementar a educação exclusiva que só a sua escola pode ofertar?

Então vem com a gente conhecer um pouco mais sobre como a BNCC transformou a Educação Infantil.

A Educação Infantil na BNCC

Uma das maiores mudanças da nova BNCC aconteceu na Educação Infantil.

Primeiro, a mudança definiu a Educação Infantil como responsável pelo Berçário e pelos níveis N1, N2 e N3.

Assim, o antigo Pré da Educação Infantil passou a fazer parte do Ensino Fundamental, como o 1° ano do ciclo.

Mas isso é básico. O que é mais interessante para a qualidade da pedagogia educacional é que a base curricular agora reconhece a Educação Infantil como uma etapa essencial do processo educativo.

O documento identifica esse momento – que agora vai dos 0 aos 5 anos do aluno – como uma parte fundamental na formação da identidade e da subjetividade da criança.

Assim nasceu uma atenção muito maior às crianças de 0 a 5 anos, que também receberam seus direitos de aprendizagem.

Os seis direitos da educação infantil

Os direitos educacionais dos alunos entre 0 e 5 anos foram divididos em seis, de acordo com os eixos estruturantes da educação infantil. 

Vamos conhecer um pouco mais e descobrir qual o papel do professor e da escola para aplicar cada um deles?

  • Conviver

A BNCC define, como direito da criança, a convivência com crianças e adultos, “ampliando o conhecimento de si e do outro”.

Para garantir esse direito, a escola pode criar situações para as crianças interagirem e brincarem com os colegas.

Uma ideia é criar jogos para eles aprenderem a lidar com regras de convivência.

Outra é incentivar que eles participem das tarefas que organizam o convívio do grupo: 

Ajudar a organizar as atividades do cotidiano permite que elas pensam em como conviver com os colegas pensando sempre no outro. Essa é a essência de “Conviver”.

  • Brincar

O direito a Brincar na educação também é essencial, “ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade”.

Afinal, toda criança adora brincar e tornar esse elemento uma parte chave do ensino faz o aprendizado da sua escola muito mais efetivo.

Muitas vezes a iniciativa da brincadeira vem da própria criança, mas o adulto – professor ou pedagogo – deve orientar e disponibilizar materiais que vão desenvolver essas brincadeiras e conduzir a experiências de crescimento para os alunos.

  • Participar

Segundo a BNCC, a criança deve: “Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana”.

Nessa etapa cabe ao professor saber ouvir seus alunos e ser capaz de integrá-los na criação das atividades.

Ao invés de sempre levar as atividades totalmente prontas, as aulas podem crescer se houver a participação dos alunos, com ideias.

Claro, a autoridade final deve ser do professor, mas essa liberdade de participação dos alunos faz eles se sentirem mais responsáveis, criando um desenvolvimento mais completo de suas personalidades.

  • Explorar

Esse direito significa a necessidade de ampliar as aulas. Permitir que as crianças experimentem o ambiente, façam perguntas e criem suas experiências.

O professor pode incentivar isso levando para a sala materiais novos – com materiais físicos, mas também com músicas, ideias e histórias que instiguem a reflexão e a experimentação.

A criação desse momento de reflexão é essencial para que as crianças realmente experimentem as situações, não apenas absorvendo o que o professor fala.

  • Expressar

A criança tem direito de “Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões”.

Mais uma vez vemos a importância de o professor saber ouvir.

Depois de brincar, conviver e explorar, a criança vai querer expressar suas experiências.

Muitas vezes a vontade da criança de se expressar é silenciada pela autoridade dos mais velhos – dos pais, professores, entre outros – por isso a aula deve ser um momento de mudar isso. Dar espaço para elas expressarem sua subjetividade.

O professor pode criar momentos de fala ou até rodas de conversa.

Além de desenvolver a habilidade de expressão das crianças, ele vai poder sentir um feedback das atividades e poder crescer através das ideias das crianças.

Outra vantagem é que, quando as crianças têm a oportunidade se expressar, o professor consegue a chance de conhecer melhor seus alunos e até descobrir se eles enfrentam algum problema que precise de atenção.

  • Conhecer-se

Esse direito é essencial na formação da criança. Cada uma delas é diferente, possui suas subjetividades e particularidades.

Saber reconhecer-se dessa forma – nunca maior ou menor do que os demais, mas diferente – é algo que desenvolve muito o crescimento dos pequenos.

Para desenvolver isso, o professor pode criar situações de discussão ou de experiências, como, simplesmente, ficar em frente a espelhos e se observar.

Tudo isso deve ser feito com a orientação de perto de um professor preparado, para que uma experiência rica não acabe se tornando uma fonte de bullying ou outros tipos de violência.

Os campos de experiência da Educação Infantil

Além dos direitos, a BNCC estabeleceu campos de experiência que devem ser cobertos pela Educação Infantil.

Esses campos se integram com os direitos, mas ampliam ainda mais o entendimento de como deve ser a nova Educação Infantil.

Conheça um pouco de cada um dos novos campos de experiência:

  • O eu, o outros e o nós

Esse campo tem a ver com o convívio com outras pessoas, na formação da subjetividade da criança.

Com sua experiência na escola elas devem aprender a compreender a si mesmas e aos outros.

  • Corpo, gestos e movimentos

Outro campo compreende usar várias formas de expressão, como teatro, dança, música, entre outros, para as crianças expressarem a si mesmas e descobrirem sobre seus corpos.

  • Traços, sons, cores e formas

As crianças devem entrar em contato com diferentes formas de manifestações culturais, artísticas e científicas para desenvolver senso crítico e estético sobre traços, sons, cores e formas.

  • Escuta, fala, pensamento e imaginação

Os alunos devem ser estimulados a ouvir e a falar, como uma das partes centrais de uma existência em sociedade.

Por isso, devem escutar, contar e criar histórias, além de participar de rodas de conversa, para se estabelecerem como indivíduos pensantes.

  • Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

Esse campo tem a ver com a compreensão do espaço que as envolve e também incentivar sua curiosidade sobre o ambiente no geral – desde fenômenos da natureza até relações pessoais. 

Quando as mudanças devem ser implementadas?

A aplicação da nova BNCC nas escolas – tanto públicas quanto privadas – deve acontecer até o dia 31 de dezembro de 2020.

No período até lá, existe um comitê especial responsável para acompanhar o processo.

Esse grupo deve propor discussões e preparar ações para o novo currículo.

Qual o papel dos professores na BNCC?

Toda a escola deve estar envolvida na aplicação da BNCC, já que ela foi planejada abrangendo toda a comunidade escolar.

No entanto, a pessoa mais diretamente envolvida deve ser o professor.

São eles que deverão implantar a nova pedagogia em suas salas de aula.

A palavra chave para garantir essa aplicação, então, é a capacitação.

Os profissionais da educação precisam estudar a BNCC, compreender os novos direitos das crianças e também os campos de experiência pelos quais elas deverão passar.

Para isso, eles podem participar de cursos de formação continuada – tanto os professores novatos quanto os que já tem anos de sala de aula. 

É preciso, no entanto, saber que as demandas que cada tipo de professor é diferente.

Por isso é preciso mapear a necessidade de cada um, para então investir na sua formação.

De toda forma, essa formação deve estar em sintonia com a BNCC e também com as demandas da época.

Passou o tempo dos quadros negros e o professor que fala durante a aula toda.

É preciso aprender a utilizar tecnologias e, principalmente, dar protagonismo para os alunos.

O professor deve continuar como a autoridade da sala, mas deixando de lado as grandes exposições para ensinar com participação, experiências e convívio. 

O papel desse professor deve ser, também, o de mediador: Montar planos de aulas não apenas para expor como as coisas, mas mostrar os porquês e abrir os caminhos para que as crianças podem explorar sua própria aprendizagem.

Além disso, é preciso saber como adaptar tantas novidades à rotina dos alunos, que é parte importante do aprendizado.

Planos de aula alinhados com o BNCC

Para se adequar ao BNCC, os professores precisam de planos de aula adequados.

Eles envolvem um contexto prévio, que organize os conhecimentos que as crianças já possuem.

É preciso também organizar materiais e espaços que vão servir à experiência ampla das aulas.

Outros pontos que auxiliam é a elaboração de perguntas guias, que devem ser respondidas durante a aula, e a definição de tempo recomendado para cada atividade.

Outros pontos interessantes do plano de aula é planejar desdobramentos possíveis para outras aulas ou mesmo para fora de sala, em atividades extracurriculares, e também formas de engajar as famílias ao processo educativo.

A função da escola

Os professores são os mediadores para garantir a implantação, mas seu trabalho não vai ser frutífero sem o apoio da escola.

A instituição de ensino deve prover o professor com os cursos, as experiências e o tempo para preparar suas novas aulas adaptadas ao século XXI.

Além disso, a escola precisa garantir um ambiente agradável e receptivo para as transformações da nova BNCC.

Além de investir em tecnologias a serem usadas em sala de aula.

E também, principalmente, garantir a criação de um Processo Político Pedagógico adequado às novas bases. 

Para conseguir realizar essa função, a escola precisa de um sistema que entenda a função tanto da escola quanto do professor, para possibilitar uma gestão humanizada.

Para isso, conte com as funcionalidades do Sponte.

Marketing / Analista de Marketing

Atualmente é Analista de Marketing, com mais de 04 anos de experiência na área da comunicação, faz parte do time da Sponte há 1 ano.