Quais as tendências para a educação em 2021?

Conheça agora as tendências para o ano de 2021 na gestão de escolas e na educação pós-pandemia para o próximo ano letivo.

Por Cristopher Morais em 11 de novembro de 2020.

O ano de 2020 foi cheio de reviravoltas e instaurou uma série de dúvidas nas cabeças de todos. 

As escolas, em especial, vivem um momento ainda mais delicado após um conturbado período de adaptação à nova realidade, que veio com a pandemia de COVID-19 e com o início da volta das aulas presenciais.

Entre tantas perguntas, as maiores provavelmente são: 

  • Como será a rotina escolar daqui pra frente, para além do período de adaptação? 
  • As dinâmicas em sala de aula serão as mesmas? 
  • As escolas vão descartar todo o trabalho construído no meio digital?
  • Como os processos pedagógicos se estabelecerão, principalmente com o início de um novo ano letivo em 2021?

Neste post traremos diversas perspectivas sobre os desafios que gestores educacionais e equipes pedagógicas enfrentarão em 2021. 

Também falaremos sobre as mudanças que provavelmente irão acontecer dentro e fora de sala de aula e que impactarão profundamente o processo de ensino e aprendizagem. Acompanhe:

O que aprendemos com 2020?

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Podemos começar observando as novas ideias e metodologias pedagógicas que vinham sendo desenvolvidas até então. Já pode-se notar que a inserção de novas técnicas envolvendo o meio digital, como o ensino à distância (EAD) e o ensino híbrido, já estavam sendo aplicadas em algumas instituições de ensino. 

Em 2020, com a pandemia de COVID-19, o que aconteceu foi a aceleração da implementação desses novos processos educacionais. Agora já não era uma opção, mas sim uma necessidade contar com a tecnologia como um fator do aprendizado.

Foi difícil para se adaptar ao processo de aulas online, sobretudo no começo. Muitos professores não tinham familiaridade com as plataformas de ensino à distância, os alunos precisavam se acostumar com uma nova rotina e os responsáveis ainda tinham muitas dúvidas sobre a eficácia do método.

Contudo, durante os meses de isolamento social, pouco a pouco os obstáculos foram sendo vencidos. Soluções foram sendo encontradas e toda a comunidade escolar acabou se adaptando a essa realidade provisória. 

Ao se observar toda essa evolução, já pode-se concluir que a experiência de dar continuidade ao processo educacional via digital já foi um grande aprendizado por si só. 

Isso significou a necessidade de buscar alternativas de ensino e adaptá-las ao contexto da escola e às necessidades dos alunos.

Para além da técnica, outro grande aprendizado que o ano letivo deixou foi a imersão da escola na cultura digital. O que antes eram dois meios majoritariamente separados precisaram se unir. Apesar de todas as dificuldades iniciais, novas possibilidades de ensino se abriram.

Participar ativamente da cultura digital é imprescindível para que as escolas cumpram seu papel, levando em consideração seu público: os jovens nativos-digitais, uma geração que vive totalmente integrada à tecnologia. 

Diversos estudiosos, pedagogos e educadores já apontavam que o método tradicional de ensino (onde o professor era detentor do conhecimento e o aluno um agente passivo no processo) não estava dando conta de acompanhar os alunos das novas gerações. 

O resultado eram estudantes dispersos, desinteressados, já que as aulas não acompanhavam seus ritmos de pensamento e estilos de vida, tornando-se logo desinteressantes.

Portanto, a integração da escola no meio digital é mais do que bem-vinda para dinamizar o processo educacional. Ela pode torná-lo mais atraente para os alunos, sendo a porta de entrada de novos modelos pedagógicos, como veremos mais adiante.

Quais são as necessidades atuais das escolas e dos estudantes?

A pandemia impactou profundamente a sociedade, trazendo à tona questões que levaram todos à reflexão sobre nosso modo de viver. 

Tais questões foram pontos de partida para diversas instituições de ensino ao redor do mundo complementarem seus respectivos projetos político-pedagógicos. Elas inseriram discussões importantíssimas para a formação dos alunos enquanto cidadãos.

Nesse sentido, é impossível ignorar as crises socioambientais que estão cada dia mais em evidência. A escola também não deve fazê-lo.

Investir em uma proposta pedagógica que contemple o ambiente é premissa básica para a educação dos jovens de hoje em dia. Tanto quanto permanecer trabalhando com o meio digital, que é parte tão grande do cotidiano dos alunos. 

Também é interessante trabalhar as maneiras como a tecnologia pode atuar em prol da harmonia entre sociedade e meio ambiente. Esse tipo de política pedagógica é básica para educar os alunos sobre como gerir uma sociedade de modo sustentável, uma vez que eles serão responsáveis por ela no futuro.

Outro ponto importante é trabalhar as competências emocionais dos alunos. Para isso, colocam-se em prática conceitos como empatia e responsabilidade social, ensinando os alunos a serem ativos na comunidade, contribuindo para a construção de uma sociedade próspera e igualitária.

Tais aspectos vieram à tona justamente em um momento em que a colaboração de cada indivíduo é essencial não somente para conter a pandemia, mas também para passar por ela preservando a saúde emocional e mental de todos.

Sendo assim, aliar essas competências ao ensino, praticando e estimulando a cidadania digital com os estudantes, é chave para que a escola se adapte aos novos tempos.

Assim, é possível cumprir o objetivo de preparar os alunos para assumirem seus postos enquanto agentes ativos e conscientes da sociedade. Isso é essencial para manter a relevância da instituição perante as novas gerações.

O que vem por aí e como se preparar para 2021?

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Definir com precisão quais desafios 2021 trará para a área da educação e para as escolas como um todo é uma tarefa impossível de se concretizar completamente.

Contudo, baseado no que passamos em 2020 e nas necessidades que a nova geração de alunos tem apresentado, é possível pressupor quais são os próximos passos que a educação precisará tomar no futuro próximo.

O primeiro passo é refletir sobre os objetivos contemplados no plano pedagógico. Entender se, além dos conteúdos obrigatórios, eles também estão de acordo com as necessidades discutidas no tópico anterior. A partir disso, é hora de estabelecer novas metas e estar preparado para reinventar as metodologias de ensino.

E falando nas metodologias de ensino, a aposta de tendência para os especialistas em educação é o ensino híbrido. Essa modalidade mescla o ensino presencial e atividades à distância, realizadas em ambiente virtual. 

O método coloca em foco a proatividade do aluno, orientado pelo professor, a fim de torná-lo protagonista do próprio processo de aprendizado, despertando sua curiosidade e educando-o para ser uma pessoa que busca, pesquisa e aprende não somente no período escolar, mas também ao longo de toda a vida.

O ensino híbrido veio como uma adaptação das medidas tomadas em 2020. Como dito anteriormente, o isolamento social obrigou a entrada das novas tecnologias em cena na educação. 

Sendo assim, mesmo com a inevitável retomada das aulas presenciais, a ideia não é simplesmente desprezar as tecnologias e voltar ao ensino tradicional. 

O caminho é integrar o digital ainda mais na rotina escolar, porém ainda valorizando a convivência e o contato entre alunos e professores. 

É pegar o melhor do método tradicional e do EAD e uni-los em uma única metodologia que promova a autonomia do aluno e ainda estimule seu convívio e desenvolvimento social.

As relações entre toda a comunidade escolar também estarão em voga. Com as mudanças de rotina necessárias para a continuidade do ensino no período de isolamento, a presença da família se tornou vital no processo pedagógico. 

Os pais e responsáveis passaram a ser aliados ainda mais preciosos da escola ao ficarem incumbidos de auxiliar os estudantes a se adaptarem à nova rotina. 

Em 2021 a tendência é que essa parceria continue, exigindo da gestão escolar uma postura aberta e receptiva para dialogar com as famílias. Tudo a fim de continuar aprimorando o ensino dos alunos, sobretudo no modelo híbrido.

Criar vínculos e fortalecer a comunidade escolar é importante para que o aluno se sinta parte do todo, concluindo que a escola não é apenas um lugar de passagem, mas sim uma parte fundamental da sociedade. 

Por isso é importante que os gestores enxerguem os estudantes e suas famílias mais do que como meros clientes. Na verdade são aliados para a construção da instituição.

Outros pontos que estarão em foco na educação são a cidadania e a solidariedade. Com a pandemia, infelizmente, milhares de pessoas perderam entes queridos e muitas famílias sofreram com os impactos da crise econômica. 

É importante que a escola compreenda esse contexto e abrace as famílias. Por consequência, os alunos devem aprender a fazer o mesmo entre si e com os outros membros da comunidade escolar. 

Como dito anteriormente, o aluno precisa compreender a si mesmo como parte do todo e entender que, em um momento tão delicado como esse, a solidariedade e a cooperação são fundamentais para manter a saúde da comunidade.

Enfim, em meio a tantas mudanças e possíveis caminhos a serem seguidos, a grande certeza é que 2021 consolidará uma mudança no paradigma da educação. Novas necessidades, metodologias e processos entrarão em cena, alterando permanentemente a cara do ensino.

Entenda mais sobre essa nova realidade e sobre as possibilidades do ensino híbrido no nosso eBook:

Cristopher Morais / Gerente de Produto

Atualmente é Gerente de Produto, com mais de 10 anos em experiência soluções inteligentes na área da educação, faz parte do time da Sponte há 13 anos.