Por Cristopher Morais, 19 de agosto de 2021

Geração Z: sua escola sabe como lidar com ela?

Conheça e entenda um pouco mais sobre essa geração e como se adaptar a ela na forma de ensino dentro de sua gestão escolar

Saiba como sua escola pode lidar com a Geração Z | Sponte

Uma gestão escolar de sucesso precisa saber como lidar com a Geração Z: os “nativos digitais”, que hoje são a maioria dentro das escolas de educação básica.

Ainda que existam controvérsias a respeito do período exato que determina a Geração Z, a ideia mais aceita é que são crianças e jovens nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 até 2010.

Essas “crianças da internet” cresceram e se desenvolveram em um mundo conectado. Poucos desses jovens estão familiarizados com o conceito de “entrar na internet”, porque a rede de computadores já é uma parte tão intrínseca de suas vidas que eles estão constantemente “dentro dela”.

E essa necessidade de conexão constante é importante inclusive para o seu rendimento escolar! Por isso, sua escola precisa saber mais sobre essa geração.

Os desafios da Geração Z para a gestão escolar
O perfil do aluno da Geração Z
Como engajar os alunos da Geração Z por meio da tecnologia?
Qual é o papel do professor na relação com as novas gerações?

Os desafios da Geração Z para a gestão escolar

Saiba como sua escola pode lidar com a Geração Z | Sponte

O crescimento da internet causou uma verdadeira revolução nas relações sociais, e até na maneira como as crianças e adolescentes aprendem. Por conta disso, grandes desafios para os educadores vieram à tona, especialmente para os profissionais que estavam habituados com estudantes de gerações anteriores.

O principal desafio é fazer a adaptação do ensino em sala de aula a fim de oferecer uma educação mais conectada e condizente com as expectativas desses jovens.

Por serem tão dinâmicos, os nascidos na Geração Z gostam de ter respostas e soluções praticamente instantâneas e, na maioria das vezes, fazem mais de uma coisa ao mesmo tempo.

É comum que esses alunos consigam estudar, escutar música e conversar por mensagens com o grupo da escola, tudo ao mesmo tempo. 

Eles estão sempre conectados à rede e sabem que na internet existe todo um mundo de informações a ser explorado. 

Na maioria das vezes, se interessam mais com o que acontece do outro lado do mundo, em detrimento dos acontecimentos locais.

Dessa forma, é imprescindível que a adaptação da educação para essa geração de estudantes seja uma pauta prioritária nas instituições de ensino, de maneira que elas se tornem espaços de desenvolvimento social e cognitivo preparados para explorar ao máximo as possibilidades que o seu conhecimento tecnológico apresenta.

Escolas que relutam em se adaptar às demandas da nova geração tendem a perder o engajamento de seus alunos, principalmente nas tradicionais aulas expositivas, que ainda é a modalidade mais frequente em instituições de ensino, desde o ensino básico até o superior.

Contudo, esse modelo teórico vem sendo substituído por metodologias de ensino ativas, nas quais o aluno torna-se protagonista do seu aprendizado, de forma muito mais participativa. São técnicas e métodos de educação muito mais alinhados às necessidades — e também ao potencial — da Geração Z.

O papel do professor em sala de aula também mudou: antes considerado o detentor de todo o conhecimento que os alunos assimilavam de forma passiva, hoje, a figura do docente passa a ser, também, a de mediador entre o aluno e a infinidade de informações disponíveis em seu dia a dia

Continue sua leitura e entenda o que sua escola precisa para realmente aproveitar as possibilidades da nova geração e formar alunos preparados para o mercado de trabalho do futuro.

O perfil do aluno da Geração Z

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Já que, segundo a conceituação mais aceita, a Geração Z engloba pessoas que nasceram na segunda metade da década de 90 até 2010, esse grupo está diretamente relacionado com os avanços tecnológicos desse período, sendo a internet o maior deles.

Assim, a Geração Z sente a necessidade de estar conectada, não só com a comunidade local, mas com o mundo todo, eliminando fronteiras, em uma verdadeira manifestação da globalização.

Esses jovens são marcados por pautas como identidade de gênero, sustentabilidade, consciência política, e engajamento em lutas sociais.

Ou seja, eles sabem que sua voz importa, carrega o poder de mudança e querem ser ouvidos. Muitas vezes, usam as redes sociais para manifestar suas opiniões e desejos. 

Contudo, vivem em um estranho paradoxo: enquanto podem ser pessoas muito bem informadas sobre o que acontece no mundo, também podem estar desligados da própria realidade e do que os cerca, distraídos pela constante atratividade da internet.

Além disso, tamanha conectividade os deixa vulneráveis a desenvolverem ansiedade e outros problemas de saúde mental, justamente por essa inquietude e excesso de informações.

A atenção é outro aspecto que é afetado, devido ao imediatismo e à mudança rápida de contextos. 

Tal como previu o filósofo Zygmunt Bauman, a “modernidade é líquida” e passa por mudanças rápidas. Do mesmo jeito que esses jovens se interessam por algo ou algum assunto, logo isso evapora.

Já imaginou essa característica no contexto da escola tradicional, na qual um mesmo assunto é debatido por meses? Não é por nada que o interesse da Geração Z na escola é cada vez menor.

Eles preferem a internet, um ambiente dinâmico e acelerado, tal como suas personalidades. Seria impossível trazer esse dinamismo para o ambiente escolar? Parece ser a única saída para atrair a atenção desse público.

Há maneiras de engajar a Geração Z nas atividades da rotina escolar. Continue lendo, pois temos algumas dicas que podem ajudar.

Como engajar os alunos da Geração Z por meio da tecnologia?

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Com tantas informações à disposição, pode-se dizer que os jovens da Geração Z aprendem de um jeito diferente e, portanto, a metodologia de ensino utilizada nas escolas tradicionais já não funciona tão bem para eles. 

Confira, a seguir, algumas dicas para estimular os estudantes em sala de aula:

  • Pedir que os alunos pesquisem um determinado assunto discutido em aula em seus smartphones, de forma que possam contribuir com o professor ao levantar novas informações instantaneamente, além de fazer reflexões e debates.
  • Utilizar recursos multimídia durante as aulas para atrair a atenção dos alunos e explorar os temas a serem ensinados.
  • Trabalhar com aplicativos, eBooks ou livros interativos, jogos e demais ferramentas online que se relacionam com o conteúdo da aula, de modo a explorar todas as formas e recursos para a aprendizagem dos alunos.
  • Desenvolver postagens em redes sociais ou blogs como atividades avaliativas e ensiná-los a interagir com as ferramentas de cada canal.
  • Indicar para os alunos e debater com eles quais são os melhores sites de pesquisa e outros meios de buscar informações (e conferir sua veracidade) na internet.

Utilizada com critério e estratégia, a tecnologia em sala de aula pode ser uma grande aliada de professores e de toda a equipe escolar para envolver os estudantes da Geração Z no aprendizado de novos conteúdos. 

Além disso, instrumentos tecnológicos podem ser importantes ferramentas de conscientização em relação aos temas importantes que envolvem essa faixa etária.

Qual é o papel do professor na relação com as novas gerações?

Tendo crescido em uma época diferente, os professores muitas vezes entram em conflito geracional com seus alunos, pois as mentalidades dos grupos são muito diferentes.

Tantos conflitos e divergências acabam por impactar negativamente a sala de aula. Os alunos não se sentem acolhidos, e os professores, por sua vez, são ignorados. Essa relação é extremamente improdutiva.

Contudo, a atualização, necessária para todos os docentes, pode ajudar os profissionais a adotarem melhores práticas de ensino para deixar os debates e demandas do dia a dia escolar mais harmoniosos.

Tendo isso em vista, há algumas estratégias que podem ajudar o professor que  leciona para alunos da Geração Z:

  • Coloque o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem: uma característica importante desse grupo é a autonomia, ou seja, para eles, atuar ativamente é essencial. Deixe o aluno construir seu conhecimento, o papel da escola, aqui, é oferecer as ferramentas necessárias para isso e monitorá-lo.
  • Tenha didática empática: como esses alunos têm gosto pelo debate de questões sociais, isso deve aparecer na sala de aula em forma de debates, de modo que os alunos consigam expor pontos de vista distintos e desenvolver a empatia e o respeito à diversidade.
  • Utilize a tecnologia: é comum que escolas proíbam ou condenem o uso de celulares e dispositivos eletrônicos na sala de aula. O resultado é alunos revoltados com a coordenação da escola. Todavia, a estratégia deveria ser a integração dos dispositivos tecnológicos nas atividades, como aliados do aprendizado.

Essas sugestões estão alinhadas com a última atualização da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que segue muitos preceitos da Educação 4.0, cujos pontos principais são o protagonismo do aluno e o uso de tecnologias no ambiente escolar.

É válido destacar que a BNCC aponta o caminho das inovações pedagógicas, e é essencial estar de acordo com ela.

Isso é especialmente importante na introdução do Novo Ensino Médio, fortemente pautado no emprego de ferramentas digitais. Os docentes devem encarar essa mudança como uma oportunidade de se aproximarem de seus alunos e aprenderem com eles.

Nesse sentido, a mudança pode se enquadrar no perfil dinâmico, interativo, independente, personalizado e moderno dos alunos que irão começar os anos finais da educação básica.

A sala de aula deve ser um ambiente de troca de conhecimentos, seja entre professor e aluno ou entre os próprios discentes. 

Colocar a Geração Z em uma posição de ouvintes passivos, tal como o modelo tradicional de ensino costuma fazer, é o mesmo que afastá-la da escola. Para realmente conquistá-la, é hora de ter uma educação mais inteligente, tecnológica e interativa.

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