Por Cristopher Morais, 11 de dezembro de 2020

Como será o ensino unificado em 2021?

Conheça mais sobre o ensino unificado e entenda por que ele deve ser considerado no planejamento de sua gestão escolar em 2021:

Quer saber como será o ensino unificado em 2021? | Sponte

Mesmo que em 2021 exista uma vacina para o coronavírus, é preciso compreender que o ano letivo terá algumas adaptações necessárias. Isso porque a pandemia, iniciada em 2020, impactou profundamente o ensino de todo o país. 

Por isso mesmo, na hora de planejar o ano letivo de 2021, sua escola deverá levar em conta o ensino unificado. 

Você, gestor, já está organizando sua escola para o próximo ano letivo? Então você precisa continuar sua leitura e descobrir do que se trata o ensino unificado e como ele deverá ser implantado na prática.

Neste artigo você vai conferir:

O que é ano letivo unificado?
Como vai funcionar na prática?
Avaliações em 2021
Aulas online em 2021 no ensino unificado
Proposta unificada para o Ensino Médio
Prepare sua escola para 2021

Continue sua leitura e saiba mais sobre o assunto: 

O que é ano letivo unificado? 

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O ano letivo unificado, ou ensino unificado, é uma proposta do CNE (Conselho Nacional de Educação) que foi criada a fim de diminuir os impactos da pandemia de COVID-19 nas escolas.  

A partir disso, as instituições de ensino de todo o país poderão adaptar os currículos e realizar um planejamento pedagógico focado em 2021 usando as diretrizes trazidas pelo ensino unificado. 

De acordo com o documento do órgão, que está ligado ao MEC (Ministério da Educação), também não é recomendada a reprovação de alunos em 2020. O que é sugerido é que as escolas adotem “anos escolares contínuos”.

Ou seja, ao unificar o ano letivo de 2020 e 2021, sua escola dará continuidade no processo de aprendizagem do aluno. 

Para que isso seja feito corretamente, os professores devem realizar uma avaliação dos alunos de cada turma, descobrindo o que realmente foi aprendido em 2020 e o que deve ser revisto em 2021. 

Ao final de 2021, deve ser feita uma nova leva de avaliações que indicarão se o estudante deve avançar um ou dois anos escolares. 

A ideia é organizar o ensino no Brasil nivelando novamente as turmas e os alunos. 

Leia também: O Guia do MEC para o retorno das aulas presenciais: o que sua escola precisa saber?

Como vai funcionar o ensino unificado na prática?

Nem todos os alunos de sua escola se adaptaram bem ao ensino completamente digital. Alguns conseguiram aprender bastante, mas, para outros, o formato não foi a melhor opção. 

Por isso mesmo, no retorno das aulas presenciais em 2021, cada professor terá que avaliar o aluno a fim de saber o que ele deixou de aprender nas aulas virtuais durante a pandemia. 

Na prática, sua gestão pedagógica deve avaliar o currículo escolar para saber quais conteúdos foram ensinados para as turmas e o que deve ser retomado em 2021. Partindo disso, o planejamento das aulas pode ser iniciado. 

Vale destacar que a adesão ao ensino unificado não é obrigatória. Essa ideia surgiu apenas para ajudar sua escola a se preparar para o próximo ano letivo e melhorar o aprendizado do aluno, recuperando o que pode ter sido deixado de lado em 2020.

Avaliações em 2021

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Durante o ano letivo de 2020, as avaliações dos alunos foram feitas online. Isso pode ter prejudicado o processo de análise do conhecimento do aluno.

Saber o quanto dos conteúdos ensinados foi absorvido pela turma é essencial para organizar os planos de aula. Por isso, as avaliações em 2021 serão muito importantes. 

Os professores deverão avaliar suas turmas com mais frequência, para acompanhar de perto a evolução dos alunos. Apenas dessa maneira será possível averiguar, ao fim do ano letivo, se o aluno poderá pular uma ou duas séries para seguir seus estudos. 

Aulas online em 2021 no ensino unificado

A resolução do CNE relativa ao ensino unificado também permite que as aulas remotas sejam adotadas até o fim de 2021. Seja como complemento às aulas presenciais ou como única opção para alunos que fazem parte do grupo de risco, ou que moram com alguém que possa ter complicações mais sérias ao ter contato com a COVID-19.

A partir disso, escolas podem adicionar ferramentas para videoaulas no processo de aprendizagem no modelo de ensino híbrido

Em entrevista, o ex-presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Eduardo Dechamps, fala que o uso de tecnologia é um assunto que vem sendo discutido pela sociedade e também pelo Conselho.

“Com a pandemia houve uma flexibilização maior do uso dessas ferramentas, mas na educação básica, principalmente na Educação Infantil e na fase de alfabetização, sabemos que a proximidade com adultos é de extrema importância para o desenvolvimento das crianças”.

Dechamps ainda complementa “No entanto, percebemos que neste momento, os professores que tinham pouco contato com a tecnologia tiveram de se adaptar, trocamos o pneu com o carro em movimento”. 

E encerra “É preciso fazer uma revisão da legislação para, então, pensar em um uso mais efetivo da tecnologia em sala de aula.”

Para saber mais sobre como sua escola pode mesclar o online e o presencial, leia: Ensino híbrido na prática: como sua escola se adapta?

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