Como tornar sua escola mais inclusiva para os alunos?

Descubra como promover uma escola mais inclusiva através de diferentes técnicas, tornando o aprendizado dos alunos mais dinâmico.

Por Cristopher Morais em 20 de novembro de 2020.

O modelo de ensino utilizado durante as aulas na maior parte das escolas atualmente, é baseado em um formato criado muitos anos atrás. Isso representa que o ensino não está adaptado para o tipo de aluno que se encontra nas escolas atualmente. 

O resultado se percebe na falta de motivação e até desinteresse de alunos nas aulas, o que atrapalha e muito o processo de ensino-aprendizagem. 

As gerações que estão dentro das escolas atualmente, nasceram em meio a um mundo moderno onde a tecnologia é protagonista em grande parte de suas atividades. 

Quando as necessidades destes alunos não são refletidas e nem consideradas dentro das escolas, as aulas se tornam desinteressantes para eles! 

Isso é ruim para o estudante, que passa a ver a escola como algo obrigatório e maçante. A escola por fim, acaba passando uma sensação negativa para seu público. 

E assim surge uma pergunta para gestores: em um mundo onde a informação está a alguns cliques de distância, como a escola pode seguir como uma fonte de aprendizado onde alunos gostem de estar? 

Neste artigo você vai aprender sobre:

  • Educação inclusiva e digital
  • Metodologias ativas
  • Protagonismo do aluno
  • Cultura Maker nas escolas
  • 1.1 O que é
  • 1.2 Como aplicar o conceito 

Continue sua leitura e acompanhe cada um dos tópicos:

Educação Inclusiva e digital para uma escola mais inclusiva

Como tornar as escolas mais inclusiva para os alunos | Sponte

Com o digital tão presente na vida das pessoas é preciso seguir o fluxo e trazer este elemento para o processo de ensino dentro das escolas. Para isso, a escola deve disponibilizar as ferramentas e preparar seus professores. 

Primeiramente foque em determinar quais metodologias serão utilizadas, e quais serão as ferramentas adotadas pela sua escola para ter aulas mais interativas. 

Uma conversa inicial para trocar ideias com sua equipe pedagógica é uma boa ideia. A sala dos professores é um ótimo ambiente para promover este tipo de conversa. 

Depois de conhecer o ponto de vista de todos e reunir ideias, é hora de tomar decisões junto à direção.  

Lembre-se de reunir toda a equipe para explicar quais mudanças deverão ser aplicadas a partir de agora e ofereça apoio para que todos possam evoluir juntos. É essencial que sua equipe pedagógica saiba que pode contar com a direção frente às mudanças. Isso motiva e muito toda a equipe.  

Caso ferramentas novas sejam adotadas em sua escola, lembre-se também de promover cursos para que seus professores conheçam e saibam como tirar proveito de todas as funcionalidades durante as aulas. 

Metodologias ativas para aulas mais dinâmicas

As metodologias ativas fogem do modelo tradicional de aulas. O que é exatamente o que sua escola precisa, se você estiver buscando maneiras de como ter diversidade no formato de ensino.

As principais metodologias que podem ser aplicadas durante as aulas são:

  • Conceito de sala de aula invertida;
  • Ludicidade nas atividades;
  • Ensino híbrido;
  • Pesquisas de campo;
  • Promoção de debates;
  • Atividades em grupo;
  • Aplicação de tecnologias digitais. 

Saiba mais sobre lendo: Metodologias ativas de aprendizagem: saiba o que são e como incluí-las em sua escola

Ao contar com novos formatos de ensino, as aulas se tornam mais dinâmicas, e seus alunos passam a se interessar mais em aprender dentro da escola com colegas e professores. 

Além do mais, as metodologias ativas também tornam seu aluno protagonista do seu próprio aprendizado

Protagonismo do aluno no processo de aprendizagem

Como tornar as escolas mais inclusiva para os alunos | Sponte

A educação no século XXI não se trata mais apenas da transmissão de informação e conteúdo. As aulas onde o professor é protagonista e passa a maior parte do tempo falando já não apresentam mais tanta efetividade no resultado final. 

Além do mais, também é papel da escola enquanto formador social, proporcionar o ensino de cidadania para crianças e adolescentes. O ambiente escolar é sobre troca de informação e aprendizado tanto nos estudos, quanto na socialização entre as pessoas. 

O processo de ensino-aprendizagem também precisa ser repensado, uma vez que os avanços tecnológicos mudaram o cenário do mercado de trabalho, e por isso  se faz necessário atender às demandas de um mundo que se apresenta cada vez mais digital. 

O caminho tomado nos últimos anos vai na direção de uma aprendizagem autônoma e colaborativa por parte do aluno, sempre alinhando ferramentas digitais e metodologias ativas!

A Cultura Maker nas escolas

1.1 O que é o movimento maker?

O movimento da Cultura Maker é focado no conceito de DY (Do it Yourself – traduzindo, faça você mesmo).  

Com o surgimento da revolução digital e a facilidade de acesso aos recursos tecnológicos, o movimento ganhou ainda mais força. 

As redes sociais, como Youtube, Facebook e Instagram, acabaram sendo palco de uma série de vídeos ensinando diferentes coisas. O conteúdo vai desde receitas culinárias, até videoaula sobre os mais diversos assuntos. 

Um dos principais impactos diretos na sociedade trazidos pela Cultura Maker é a democratização do conhecimento. Por décadas, as informações eram restritas a livros, diminuindo o acesso a dados e conhecimento.

Os sites de busca acabaram de vez com isso, quando qualquer um com acesso a internet pode pesquisar rapidamente sobre qualquer assunto.

Levando em conta todo este cenário, como implantar a Cultura Maker nas escolas? É exatamente sobre isso que vamos falar:

1.2 Como aplicar o conceito da Cultura Maker nas escolas? 

Aplicar este conceito na sala de aula significa simplificar o aprendizado, tornando-o mais dinâmico.

O primeiro passo para que a Cultura Maker faça parte da sua escola é deixar de lado o papel autoritário do professor, para se assumir a função de tutor no processo de aprendizagem.

Depois disso é hora de levar para os alunos atividades mais práticas: laboratórios criados especificamente para as matérias de sua escola podem ajudar nisso. 

Um exemplo prático de aulas focadas na Cultura Maker são nas aulas de química, por exemplo. Ao invés de apenas falar sobre reações químicas, porque não procurar trazer elementos que possam exemplificar para seus alunos na prática?!

Conclusão

As ferramentas digitais são bem importantes no processo de modernização e inclusão da sua escola. Por isso, a Sponte separou para você um eBook que pode ajudar sua gestão escolar:

Cristopher Morais / Gerente de Produto

Atualmente é Gerente de Produto, com mais de 10 anos em experiência soluções inteligentes na área da educação, faz parte do time da Sponte há 13 anos.