A sua escola está preparada para acolher alunos autistas?

Entenda se sua escola está preparada ou como ela pode se preparar para receber alunos autistas da melhor forma e aplicá-la no dia a dia.

Por Sponte em 12 de novembro de 2018.

No setor educacional está cada vez mais em pauta a inclusão de crianças e jovens portadores de deficiências, como o autismo, e como a escola pode se adaptar para recebê-las. Ainda assim, muitas instituições não se sentem preparadas para esse desafio e, em casos extremos, acabam recusando a matrícula de crianças com esse perfil.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) inclui diferentes condições, em que podem ser apresentadas características específicas como hipersensibilidade, dificuldades de comunicação, interação social relativamente prejudicada, entre outras.

Segundo o capítulo V da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), não é mais permitido que as escolas rejeitem a matrícula de um aluno autista. Dessa forma, a instituição de ensino, além de aceitar o ingresso do estudante, deve praticar uma Educação Inclusiva que esteja de acordo com as necessidades dos alunos e de suas famílias no dia a dia escolar.

Como acolher alunos autistas em sua escola

Uma das responsabilidades da escola é a de oferecer um ambiente seguro e propício para o desenvolvimento de seus estudantes, independentemente de suas diferenças. Com os alunos portadores do Transtorno do Espectro Autista é fundamental que a escola consiga acolhê-los, respeitando suas particularidades.

É fundamental que os professores saibam como incluir o aluno autista nas atividades e na rotina das aulas, de forma que ele não seja visto como diferente pelos colegas de sala e seja estimado por todas as pessoas de sua escola.

Estabelecer uma parceria com a família do aluno

Uma maneira de acolher os alunos autistas é estruturar uma parceria entre a escola e a família. Dessa forma, há a possibilidade de realizar uma troca de informações sobre as condições, preferências, dificuldades e capacidades entre ambos, auxiliando no processo de inclusão da criança ou do jovem na instituição.

Saber qual é o potencial do estudante

Pouco se sabe efetivamente sobre as capacidades de uma criança autista e ocorre situações em que ela é subestimada. Quando a escola sabe qual é o potencial do estudante com autismo, há maneiras de ajudá-lo em seu desenvolvimento utilizando as suas habilidades no processo de aprendizagem e observando como o aluno pode acompanhar as aulas.

Não mudar o conteúdo, mas fazer adaptações

Para incluir o aluno autista entre seus colegas, é importante que a equipe pedagógica não altere o que está sendo ensinado, isto é, não retire determinado conteúdo do currículo escolar apenas para este aluno. Se for necessário, faça adaptações permitindo que fique de acordo com as particularidades do estudante e sem excluí-lo dos demais.

Trabalhar atividades em coletivo

Permitir que a criança ou o jovem tenha uma interação com seus colegas de escola faz com que ela sinta que faz parte desse meio. Para isso, trabalhar atividades em coletivo é fundamental para ambos os lados, uma vez que o aluno autista tem a oportunidade de compartilhar a sua visão de mundo com os demais, sendo respeitado e acolhido.

– Utilizar uma rotina e fornecer informações claras

Ter uma rotina e períodos de tempo para cada atividade é uma prática que deixa o aluno com Transtorno do Espectro Autista mais seguro e confortável. Para isso, utilize um relógio para que o aluno possa acompanhar o passar do tempo e estabeleça uma rotina baseada nas aulas e nas tarefas escolares.

Em sua escola há alunos com Transtorno do Espectro Autista? Como é feito o acolhimento deles? Conte para nós nos comentários abaixo!

Conte sempre com o Sponte, seu Software de Gestão Educacional.

Sponte /