Cursos livres e de idiomas e a pós-pandemia: como voltar ao presencial?

É preciso estar preparado para a volta às aulas presenciais na pós-pandemia. Veja tudo que sua escola de cursos livres e de idiomas precisa saber.

Por Cristopher Morais em 04 de setembro de 2020.

A pandemia de COVID-19 trouxe um duro cenário para as escolas de idiomas. Além da drástica mudança de metodologia, que passou do presencial para o on-line, atualmente os centros de ensino que oferecem cursos livres têm que lidar com outras questões, como a evasão de alunos, inadimplência e o sentimento de insegurança econômica.

E agora, a discussão sobre a volta dos alunos às escolas ganhou ainda mais peso e espaço com o início da deliberação por parte das secretarias estaduais e municipais sobre o assunto. 

Com isso, para escolas menores, o desafio dobrou de tamanho. Além de se preocupar com as aulas on-line e a retenção dos alunos, é o momento de delinear novas matrículas.

Retomada das aulas presenciais: o “novo normal”

Volta ao presencial com cursos livres e de idiomas | Sponte

Reabrir uma escola no período em que estamos significa ter atenção a uma série de questões. A sanitização frequente dos ambientes precisa ser uma prioridade, bem como dar início a diversos novos hábitos que previnem a disseminação do coronavírus.

Instituições voltadas para o ensino básico, por exemplo, estão se equipando para receber os alunos de volta, mas ainda que isso signifique investimento financeiro, medidas mais simples já podem surtir grandes efeitos na proteção de todos que frequentam o ambiente escolar.

Escolas voltadas para cursos profissionalizantes e o ensino de idiomas geralmente trabalham com turmas menores e isso é uma vantagem nesse momento, pois permite um espaçamento maior entre os alunos na sala de aula, respeitando as normas de distanciamento social. 

Outra ação eficiente neste momento é o uso frequente de álcool em gel. Espalhar estações do produto pela escola é uma medida muito efetiva e que necessita de relativamente pouco investimento.

Muitos países ainda estão adotando outras práticas de rotina para o “novo normal”.

As janelas das salas de aula agora estão sempre abertas, facilitando a circulação de ar no ambiente, uma vez que ambientes fechados ajudam na disseminação e proliferação do vírus. 

Escolas brasileiras já estão pensando também em esquemas de rodízio no uso dos corredores e espaços comuns, evitando aglomerações entre os alunos. 

A organização dos corredores prevê a alternância de uso por parte das turmas, bem como de sentido de movimentação. A intenção é evitar que os alunos que estejam indo para caminhos opostos se cruzem e se contaminem.

Tais práticas no uso dos corredores e espaços comuns, além da ventilação em sala de aula, estão sendo adotadas em diversos países, como na Alemanha. 

Muitos lugares estão também realizando a volta às aulas de forma escalonada, recebendo primeiro as turmas com alunos mais velhos – uma estratégia inteligente, uma vez que as crianças mais novas podem apresentar dificuldades para seguir o protocolo de segurança, como manter o distanciamento e permanecer de máscara. 

Para muitos pais, inclusive, essa é uma das questões que mais os faz hesitar em mandar as crianças novamente para a escola. No meio tempo entre a volta dos alunos mais velhos, os mais novos podem começar seu processo de preparo para o retorno ao presencial.

Através de conteúdos educativos, como vídeos, informativos ou posts nas redes sociais, por exemplo, as escolas podem auxiliar os responsáveis nesse processo de educação pós-pandemia, estando mais perto da família, que também poderá se organizar para a reintrodução dos pequenos.

Nesse momento delicado em que as escolas precisam conquistar a confiança dos pais (mais uma vez), uma postura acolhedora, que apoia e auxilia durante o processo, fará toda a diferença.

Durante o período de adaptação, em que somente parte dos alunos retorna às atividades normais, muitas escolas estão implementando o ensino híbrido para fazer essa transição.

O método híbrido nada mais é do que combinar as aulas presenciais, com a metodologia on-line, que já vinha sendo empregada durante o período de quarentena. 

Dessa forma, os alunos que fazem parte do grupo que não irá assistir às aulas na escola em determinado dia, bem como o grupo que optou por ainda não retornar, ainda terá conteúdo e atividades para fazer. Funciona semelhante a um modelo de educação semipresencial.

Cada uma das ações citadas, além de se mostrar opções de caminhos para seguir no plano de reabertura da sua escola, tem um importante papel na retenção de alunos, que é uma das preocupações da maioria dos gestores educacionais.

Captação de alunos no pós-pandemia: construindo uma imagem positiva

Para muitos gestores escolares, a pandemia significou um verdadeiro atraso nos negócios. Com a reabertura das escolas espera-se mais fôlego para tomar atitudes mais firmes em relação à captação de novos alunos

Mesmo com o orçamento reduzido, é possível tomar algumas medidas que ajudem a melhorar a imagem da escola perante o público.

Oferecer promoções em matrículas e bolsas de estudo nem sempre é tarefa fácil, ainda que funcione como chamariz. 

Já meios tradicionais de mídia geralmente são caros. Mas a internet sempre foi uma ferramenta acessível e agora mais do que nunca pode ser uma aliada importante para atrair a atenção de novos alunos. 

Internet e redes sociais: o marketing digital

O marketing digital apresenta diversas soluções e é muito flexível, pois pode ser aplicado a negócios de todos os segmentos, a partir de diversos orçamentos. Independente do seu centro educacional ser grande ou pequeno, algumas práticas em marketing digital fazem uma grande diferença com pouco investimento.

A produção de conteúdos on-line é a opção número um quando o assunto é aumentar a visibilidade de uma marca de forma orgânica, isto é, sem investimentos adicionais. 

Já citamos aqui vídeos e posts nas redes sociais como forma de informar, educar e se manter conectado com os alunos e familiares e estabelecer uma relação de proximidade e confiança. Mas, para além disso, uma presença forte no seu blog institucional e nas suas mídias sociais causam uma boa impressão nos visitantes. 

Páginas muito vazias ou sem conteúdo frequente dão a sensação de abandono e descuido. Por isso, posts frequentes ajudam muito a criar uma imagem de marca bem estruturada. 

Aproveite para mostrar o cotidiano da sua escola no processo de reabertura, enfatizando boas práticas de acordo com as normas sanitárias de prevenção ao coronavírus. O impacto de postagens assim é certamente positivo.

Cuidados no contato com a comunidade escolar

Falando em contatos via redes sociais, muitas escolas, sejam de cursos profissionalizantes ou de idiomas, acabam descuidando de seus canais de contato, o que é um erro fatal e pode custar matrículas. 

Seja no site, nas redes sociais, telefone ou no balcão da recepção, é importante se fazer presente e solícito. Quando um possível aluno vai até a sede da sua escola, geralmente é mais fácil focar no atendimento, mas não responder mensagens no Instagram definitivamente não contará ao seu favor. 

Atualmente existem diversas plataformas de gestão de mídias sociais, que permitem visualizar e gerenciar todas em um só lugar. Algumas são pagas, mas outras são gratuitas e vale a pena pesquisar a respeito.

Investir esforços nas mídias corretas e em um bom atendimento, mostrando a qualidade do seu serviço, certamente atrairá mais alunos para sua escola.

Novas perspectivas no pós-quarentena

Volta ao presencial com cursos livres e de idiomas | Sponte

Como vimos, a Educação está enfrentando um período delicado com a pandemia de COVID-19. 

Além das dificuldades relacionadas à implementação do ensino on-line, como os desafios para manter o aluno engajado durante toda a aula, ainda há questões relacionadas às famílias, como os problemas financeiros que levam a um aumento no número de inadimplentes e de evasão escolar.

Isso é ainda mais gritante no caso de escolas de idiomas e cursos profissionalizantes, pois é comum que as atividades extra-curriculares não sejam mais prioridade nesta conjuntura econômica.

Apesar do contexto difícil que muitos centros de ensino que oferecem cursos livres estejam passando agora, uma nova perspectiva surge em meio à quarentena. 

Durante o isolamento muitas pessoas despertaram o interesse em aprender uma nova língua ou expandir seus conhecimentos, o que fez com que cursos de idiomas ou focados no aprimoramento profissional tivessem sua procura aumentada, principalmente na modalidade on-line.

Diversas escolas já haviam implementado o sistema EAD para dar continuidade às aulas no período de quarentena. Após meses de experiência, muitas delas já se adaptaram a esse modelo, inclusive notando que há boa adesão sobretudo por parte dos alunos mais velhos. 

Alguns centros de ensino, inclusive, pensam em implementar em definitivo essa modalidade, como forma de atrair e fidelizar um público mais maduro, que deseja adquirir novos conhecimentos ou aprender uma nova língua, mas que não possuem muito tempo disponível em suas rotinas, ou que simplesmente buscam praticidade. O que era uma solução temporária começou a se mostrar como uma oportunidade.

No fim, alguns gestores notaram que perde-se de um lado, mas novas possibilidades se abrem de outro. 

Com as estratégias certas, sua escola pode ser mais um dos casos que não somente se recuperarão dos desafios impostos pela pandemia do coronavírus, mas também vão ampliar sua atuação.

Essa ampliação acontecerá a partir de novos modelos educacionais híbridos ou totalmente digitais. Parte da transformação das nossas rotinas ao se ajustarem ao “novo normal”.

Mas para contar com os modelos híbridos, é preciso dominar as aulas online. Se você ainda tiver dificuldades para aplicar o ensino a distância em sua escola, confira nosso eBook específico sobre o assunto.

Cristopher Morais / Gerente de Produto

Atualmente é Gerente de Produto, com mais de 10 anos em experiência soluções inteligentes na área da educação, faz parte do time da Sponte há 13 anos.