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10 dicas para melhorar o comportamento em sala de aula

5 min de leitura

Encontre um guia prático para apoiar a escola no cuidado com o comportamento dos alunos e na construção de um ambiente mais organizado.

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Excelência em aprendizagem é uma meta de toda instituição de ensino. Para que ela seja alcançada, o comportamento dos alunos precisa ser acompanhado de perto, já que impacta diretamente o clima da turma, a dinâmica das aulas e o processo de ensino-aprendizagem.

Quando falamos em educação básica, o comportamento em sala de aula está entre os principais desafios e exige atenção contínua no cotidiano escolar.

Embora a relação entre professor e aluno seja central nesse contexto, o comportamento na escola não depende apenas da atuação em sala. Outros agentes também precisam entrar em ação quando surgem dificuldades, especialmente em situações recorrentes ou mais complexas.

A diretoria e coordenação, por exemplo, têm a função de amparar o professor nesse momento, além de contar com um planejamento para lidar com os casos mais sérios. Os pais e responsáveis pelo estudante, por sua vez, também precisam estar envolvidos.

Assim, a equipe escolar precisa atuar nas ocorrências do cotidiano escolar, enquanto pais e responsáveis reforçam esses valores em casa. Quando família e escola caminham juntas, fortalecem o desenvolvimento do aluno e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis no futuro.

Preocupada com a gestão escolar em todas as esferas, o Sponte reuniu 10 dicas práticas para melhorar o comportamento em sala de aula e apoiar professores, coordenação e gestores nessa missão. Confira a seguir:

10 dicas de comportamento em sala de aula

1. Estabeleça regras em sala de aula

O comportamento em sala de aula pode funcionar como uma espécie de contrato entre o professor e os alunos. Por isso é necessário contar com regras para manter um bom relacionamento durante o período letivo.

Normalmente, as escolas têm projetos pedagógicos com regras de comportamento pré-estabelecidas e acordadas entre o corpo docente, coordenadores e gestores. Mas essas informações precisam chegar de forma clara para os estudantes.

É importante esclarecer à classe que as regras ali estabelecidas devem ser cumpridas para garantir um convívio agradável para todos e melhores resultados na aprendizagem.

🔎Leia mais: Uso do celular em sala de aula: o que fazer?

Uma dica para potencializar esse método é apresentar as regras sempre no início do ano letivo, como princípio básico de convivência — que podem (e devem) ser relembradas ao longo do ano conforme o professor achar necessário.

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2. Construa um ambiente democrático para o aprendizado

O ideal é que os alunos sigam as regras não por medo de punições, mas por respeito à escola e aos seus colegas. Mas, para desenvolver essa relação com o ambiente escolar, o estudante também precisa se sentir ouvido e levado em consideração.

Caso contrário, ele pode acabar cultivando um sentimento de revolta contra a escola, por sentir que não faz parte daquele grupo ou comunidade. Essa é uma das razões que levam ao mau comportamento em sala de aula, principalmente quando se trata de adolescentes.

🔎 Leia mais: Como ter uma gestão democrática dentro das escolas?

Por isso, é interessante aplicar a gestão democrática, dando ao aluno segurança para se expressar e expor situações problemáticas que ocorreram com ele, como alguma prática de bullying, por exemplo. Isso permite à gestão pedagógica atuar mais diretamente para garantir um bom convívio na escola.

3. Esteja sempre atento ao comportamento dos alunos

Mesmo com regras e um ambiente democrático, os problemas de comportamento em sala de aula ainda acontecem. Isso porque algumas questões são naturais ao longo do desenvolvimento humano.

É importante manter o foco não apenas em disciplinar ou evitar conflitos entre alunos, mas também em estratégias e soluções.

Por isso, os professores precisam ser orientados a ficarem atentos em relação ao comportamento em sala de aula, para atuarem assim que notarem qualquer problema.

Afinal, a partir da identificação de um comportamento inadequado, o próximo passo é agir rapidamente a fim de evitar que esse tipo de atitude se torne habitual para o aluno.

É importante, contudo, que essa ação seja tomada não de forma punitiva, mas educacional. Assim, é possível mostrar para o aluno a possibilidade de colher resultados positivos com atitudes diferentes.

Essa é uma importante função do professor, mas vale ressaltar que é uma responsabilidade do gestor pedagógico. Quando esse trabalho ocorre em conjunto, ele gera resultados muito mais positivos.

Em resumo, é importante:

  • Acompanhar de perto o comportamento dos alunos no dia a dia escolar
  • Orientar os professores a identificar sinais de comportamento inadequado o quanto antes
  • Agir de forma educativa, evitando abordagens apenas punitivas
  • Atuar de forma integrada entre professores e gestão pedagógica para melhores resultados

4. Saiba lidar com o mau comportamento em sala de aula

Saber lidar com o mau comportamento em sala de aula é parte essencial da gestão educacional e do cotidiano escolar.

De modo geral, a indisciplina acontece por dois motivos: o aluno não compreendeu as regras ou está testando limites. Na educação básica, esse comportamento é comum, já que crianças e adolescentes ainda estão aprendendo sobre convivência e responsabilidade.

Quando o problema está no desconhecimento das regras, a gestão pedagógica deve orientar os professores a reforçarem combinados de forma clara e recorrente. Instruções objetivas, retomadas ao longo do tempo, ajudam os alunos a entender o que é esperado e contribuem para um ambiente mais organizado.

Nos casos em que o aluno conhece as regras, mas escolhe desrespeitá-las, a intervenção precisa ser ágil e educativa. O objetivo não é punir, mas ajudar o estudante a compreender a relação entre atitude e consequência. Sempre que possível, a abordagem deve ser individual e discreta, preservando o vínculo e evitando exposição desnecessária.

🔎Leia mais: A importância de desenvolver as habilidades socioemocionais dos alunos

Há situações em que o comportamento ultrapassa normas de convivência e exige uma resposta mais estruturada. Nesses casos, a gestão pedagógica deve avaliar medidas educativas proporcionais, que podem incluir o diálogo com a família, sempre priorizando a reflexão e a responsabilidade do aluno.

Independentemente do cenário, o diálogo é a base para lidar com o comportamento na escola.

Intervenções alinhadas à gestão educacional fortalecem o clima escolar, contribuem para o desenvolvimento dos alunos e tornam o cotidiano escolar mais equilibrado e favorável à aprendizagem.

5. Assuma uma postura adequada para transmitir confiança aos alunos

Voz de comando é um recurso fundamental para o professor garantir um bom comportamento em sala de aula. Use poucas palavras, só fale quando todos estiverem ouvindo, não mude de assunto e não faça outras coisas enquanto precisa de atenção.

Utilizar-se desses recursos é uma ótima forma de manter equilíbrio em sala de aula, além de passar confiança para os alunos sem precisar exibir uma figura de autoridade exacerbada.

Isso vale para diretores, coordenadores ou professores. Na hora de chamar atenção sobre o comportamento dos alunos, busque apresentar uma postura mais séria, com expressões e tom de voz formais. Assim, o aluno pode identificar a gravidade desse momento e reagir de acordo com o esperado.

🔎Leia mais: Quais são as habilidades que os professores da Educação 4.0 precisam ter

Já em momentos de intervenção pessoal, ao tentar resolver um caso de indisciplina, o contato visual é muito importante.

Especialistas afirmam que se colocar na altura do aluno e estabelecer esse contato é fundamental no processo de compreensão do estudante, inclusive para que ele consiga associar as expressões faciais a um momento sério.

De maneira prática, para conduzir o comportamento em sala de aula:

  1. Fale pouco, com clareza, e só quando todos estiverem atentos.
  2. Use tom de voz firme e postura séria nos momentos de correção.
  3. Faça intervenções individuais de forma discreta e respeitosa.
  4. Estabeleça contato visual e fique na altura do aluno ao orientar.

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6. Estabeleça uma boa comunicação com pais e responsáveis

Escola, pais e responsáveis precisam ser aliados contra comportamentos inadequados dos alunos.

Se um estudante quebrar uma regra de convivência em sala de aula e levar uma advertência, a família precisa apoiar a decisão da escola. Caso contrário, essa ação anula todo o trabalho que a equipe pedagógica construiu e faz o aluno acreditar que suas atitudes erradas são, de alguma forma, aceitáveis.

Para evitar que isso aconteça, a comunicação entre a escola e os pais e responsáveis precisa ser transparente, com valores alinhados, para prevenir divergências em relação à forma como eventuais problemas são conduzidos.

Qualquer acontecimento precisa ser comunicado aos pais pelo sistema de gestão escolar ou pelo Portal do Aluno, que são meios mais eficientes de comunicação do que recados e bilhetes no caderno, como era feito antigamente.

🔎Leia mais: Qual é a importância de um sistema de gestão para escolas?

Assim, é possível manter um fluxo de comunicação constante entre a escola e as famílias a respeito do cotidiano escolar, a fim de que todos possam agir com eficácia em qualquer situação.

7. Reforce positivamente o bom comportamento em sala de aula

Diferentes alunos reagem de diferentes maneiras quando o professor chama a atenção sobre o seu comportamento.

No entanto, a maioria das crianças e adolescentes lida melhor com um reforço positivo. Isto é, o professor ou coordenador deve apontar o que o aluno fez de certo, em vez de indicar apenas suas atitudes erradas.

Assim, a equipe escolar o incentiva a melhorar suas atitudes e seu desempenho.

8. Mantenha um registro do comportamento dos alunos

Um registro de ocorrências é uma ótima ferramenta para garantir que todas as informações possam ser passadas ao pais e responsáveis de forma fidedigna, além de ajudar a acompanhar o progresso do aluno nesse aspecto.

O registro também ajuda o gestor escolar e pedagógico a visualizar os números e os tipos de problema que acontecem com mais frequência.

A análise desses dados pode indicar onde estão as maiores complicações, se elas são casos isolados de um ou alguns alunos, ou se é algo que está afetando uma turma ou período todo.

A partir dessas informações, a equipe escolar pode encontrar os motivos do mau comportamento em sala de aula e buscar a melhor solução.

9. Seja um bom exemplo de comportamento

Mais do que com a fala, as crianças aprendem com exemplos. Elas observam e copiam, mesmo que inconscientemente.

Então, se esperamos uma geração de adultos com capacidade de resolver seus problemas de forma pacífica ao invés de violenta, fazendo-se valer do respeito como base das relações, isso precisa começar a ser construído desde cedo.

Essa postura deve ser trabalhada em sala de aula e em casa, para que o aluno consiga integrar o bom comportamento em todos os âmbitos de sua vida, refletindo, inclusive, no comportamento na escola.

Mais uma vez, família, corpo docente, gestão escolar e pedagógica precisam se unir para construir esse ambiente saudável para o crescimento do aluno.

🔎Leia mais: Como trabalhar as diferenças na escola e promover o respeito entre os alunos

10. Analise a situação na educação básica

É importante estar atento à possibilidade de que, se os alunos estão tendo problemas em cumprir regras básicas em sala de aula, o problema pode ser nas normas propostas pela instituição de ensino.

Os motivos podem ser vários: desde as regras não estarem claras o suficiente, até o fato de que na teoria elas parecem funcionar bem, mas nem tanto na hora da prática.

Portanto, um olhar sensível para cada situação se faz fundamental para que a escola possa melhorar seu regimento interno, alterando, adaptando e aprimorando os acordos entre instituições e alunos, caso seja necessário.

Comunicação com a comunidade escolar: um elemento fundamental

Como vimos, quase todas as medidas para garantir um bom comportamento em sala de aula envolvem a participação de pais e responsáveis. Por isso, a comunicação entre escola e família é uma peça tão importante na educação.

Mas também é essencial investir em uma boa comunicação com os alunos, para que eles sintam-se realmente parte da realidade da escola.

Pensando nisso, preparamos um eBook que ajuda a melhorar a comunicação da sua escola, com experiências práticas e eficientes. Confira:

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Executivo com mais de 17 anos de experiência nas áreas de Tecnologia e Educação, liderando a gestão de produtos, marketing e experiência do cliente. Graduado em Tecnologia e especialista em Gestão de Negócios. Atualmente, é Diretor de Negócios da Sponte.

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