4. Saiba lidar com o mau comportamento em sala de aula
Saber lidar com o mau comportamento em sala de aula é parte essencial da gestão educacional e do cotidiano escolar.
De modo geral, a indisciplina acontece por dois motivos: o aluno não compreendeu as regras ou está testando limites. Na educação básica, esse comportamento é comum, já que crianças e adolescentes ainda estão aprendendo sobre convivência e responsabilidade.
Quando o problema está no desconhecimento das regras, a gestão pedagógica deve orientar os professores a reforçarem combinados de forma clara e recorrente. Instruções objetivas, retomadas ao longo do tempo, ajudam os alunos a entender o que é esperado e contribuem para um ambiente mais organizado.
Nos casos em que o aluno conhece as regras, mas escolhe desrespeitá-las, a intervenção precisa ser ágil e educativa. O objetivo não é punir, mas ajudar o estudante a compreender a relação entre atitude e consequência. Sempre que possível, a abordagem deve ser individual e discreta, preservando o vínculo e evitando exposição desnecessária.
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Há situações em que o comportamento ultrapassa normas de convivência e exige uma resposta mais estruturada. Nesses casos, a gestão pedagógica deve avaliar medidas educativas proporcionais, que podem incluir o diálogo com a família, sempre priorizando a reflexão e a responsabilidade do aluno.
Independentemente do cenário, o diálogo é a base para lidar com o comportamento na escola.
Intervenções alinhadas à gestão educacional fortalecem o clima escolar, contribuem para o desenvolvimento dos alunos e tornam o cotidiano escolar mais equilibrado e favorável à aprendizagem.
5. Assuma uma postura adequada para transmitir confiança aos alunos
Voz de comando é um recurso fundamental para o professor garantir um bom comportamento em sala de aula. Use poucas palavras, só fale quando todos estiverem ouvindo, não mude de assunto e não faça outras coisas enquanto precisa de atenção.
Utilizar-se desses recursos é uma ótima forma de manter equilíbrio em sala de aula, além de passar confiança para os alunos sem precisar exibir uma figura de autoridade exacerbada.
Isso vale para diretores, coordenadores ou professores. Na hora de chamar atenção sobre o comportamento dos alunos, busque apresentar uma postura mais séria, com expressões e tom de voz formais. Assim, o aluno pode identificar a gravidade desse momento e reagir de acordo com o esperado.
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Já em momentos de intervenção pessoal, ao tentar resolver um caso de indisciplina, o contato visual é muito importante.
Especialistas afirmam que se colocar na altura do aluno e estabelecer esse contato é fundamental no processo de compreensão do estudante, inclusive para que ele consiga associar as expressões faciais a um momento sério.
De maneira prática, para conduzir o comportamento em sala de aula:
- Fale pouco, com clareza, e só quando todos estiverem atentos.
- Use tom de voz firme e postura séria nos momentos de correção.
- Faça intervenções individuais de forma discreta e respeitosa.
- Estabeleça contato visual e fique na altura do aluno ao orientar.

6. Estabeleça uma boa comunicação com pais e responsáveis
Escola, pais e responsáveis precisam ser aliados contra comportamentos inadequados dos alunos.
Se um estudante quebrar uma regra de convivência em sala de aula e levar uma advertência, a família precisa apoiar a decisão da escola. Caso contrário, essa ação anula todo o trabalho que a equipe pedagógica construiu e faz o aluno acreditar que suas atitudes erradas são, de alguma forma, aceitáveis.
Para evitar que isso aconteça, a comunicação entre a escola e os pais e responsáveis precisa ser transparente, com valores alinhados, para prevenir divergências em relação à forma como eventuais problemas são conduzidos.
Qualquer acontecimento precisa ser comunicado aos pais pelo sistema de gestão escolar ou pelo Portal do Aluno, que são meios mais eficientes de comunicação do que recados e bilhetes no caderno, como era feito antigamente.
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Assim, é possível manter um fluxo de comunicação constante entre a escola e as famílias a respeito do cotidiano escolar, a fim de que todos possam agir com eficácia em qualquer situação.
7. Reforce positivamente o bom comportamento em sala de aula
Diferentes alunos reagem de diferentes maneiras quando o professor chama a atenção sobre o seu comportamento.
No entanto, a maioria das crianças e adolescentes lida melhor com um reforço positivo. Isto é, o professor ou coordenador deve apontar o que o aluno fez de certo, em vez de indicar apenas suas atitudes erradas.
Assim, a equipe escolar o incentiva a melhorar suas atitudes e seu desempenho.
8. Mantenha um registro do comportamento dos alunos
Um registro de ocorrências é uma ótima ferramenta para garantir que todas as informações possam ser passadas ao pais e responsáveis de forma fidedigna, além de ajudar a acompanhar o progresso do aluno nesse aspecto.
O registro também ajuda o gestor escolar e pedagógico a visualizar os números e os tipos de problema que acontecem com mais frequência.
A análise desses dados pode indicar onde estão as maiores complicações, se elas são casos isolados de um ou alguns alunos, ou se é algo que está afetando uma turma ou período todo.
A partir dessas informações, a equipe escolar pode encontrar os motivos do mau comportamento em sala de aula e buscar a melhor solução.
9. Seja um bom exemplo de comportamento
Mais do que com a fala, as crianças aprendem com exemplos. Elas observam e copiam, mesmo que inconscientemente.
Então, se esperamos uma geração de adultos com capacidade de resolver seus problemas de forma pacífica ao invés de violenta, fazendo-se valer do respeito como base das relações, isso precisa começar a ser construído desde cedo.
Essa postura deve ser trabalhada em sala de aula e em casa, para que o aluno consiga integrar o bom comportamento em todos os âmbitos de sua vida, refletindo, inclusive, no comportamento na escola.
Mais uma vez, família, corpo docente, gestão escolar e pedagógica precisam se unir para construir esse ambiente saudável para o crescimento do aluno.
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10. Analise a situação na educação básica
É importante estar atento à possibilidade de que, se os alunos estão tendo problemas em cumprir regras básicas em sala de aula, o problema pode ser nas normas propostas pela instituição de ensino.
Os motivos podem ser vários: desde as regras não estarem claras o suficiente, até o fato de que na teoria elas parecem funcionar bem, mas nem tanto na hora da prática.
Portanto, um olhar sensível para cada situação se faz fundamental para que a escola possa melhorar seu regimento interno, alterando, adaptando e aprimorando os acordos entre instituições e alunos, caso seja necessário.
Comunicação com a comunidade escolar: um elemento fundamental
Como vimos, quase todas as medidas para garantir um bom comportamento em sala de aula envolvem a participação de pais e responsáveis. Por isso, a comunicação entre escola e família é uma peça tão importante na educação.
Mas também é essencial investir em uma boa comunicação com os alunos, para que eles sintam-se realmente parte da realidade da escola.
Pensando nisso, preparamos um eBook que ajuda a melhorar a comunicação da sua escola, com experiências práticas e eficientes. Confira:
Cristopher Ronsani Morais
Executivo com mais de 17 anos de experiência nas áreas de Tecnologia e Educação, liderando a gestão de produtos, marketing e experiência do cliente. Graduado em Tecnologia e especialista em Gestão de Negócios. Atualmente, é Diretor de Negócios da Sponte.










