Promover a sustentabilidade na escola requer atuação estratégica e humana em três pilares: ambiental, social e econômico.
A responsabilidade da escola vai além de pavimentar um caminho de educação e conhecimento para seus alunos. Ela também é uma força de transformação social e formação cidadã — e a sustentabilidade faz parte desse processo.
Ou seja, entender a importância da sustentabilidade na escola e transmitir esse conceito aos alunos é parte do papel da escola na sociedade.
Além disso, o cuidado com o desenvolvimento sustentável leva benefícios diretos à própria gestão educacional.
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Nós vivemos em um planeta rico, repleto de recursos que são fundamentais para o estilo de vida que conhecemos hoje. No entanto, essas riquezas são finitas e utilizá-las sem responsabilidade é insustentável.
A ideia da sustentabilidade, então, propõe estratégias para usar os recursos com cuidado, sem prejudicar nossa qualidade de vida, mas buscando garantir que eles não se esgotem nas próximas gerações.
Essa é uma discussão central nas escolas, que são o principal ambiente formativo para essas gerações que precisam da sustentabilidade para garantirem seu futuro — e que serão responsáveis por implantar muitas das ideias de desenvolvimento sustentável que ainda são desafiadoras hoje.
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A proposta de preservar recursos naturais está no âmago do conceito de sustentabilidade, mas ele vai além disso, construindo-se sobre três pilares fundamentais: ambiental, social e econômico. Entenda cada um deles.
O pilar ambiental da sustentabilidade foca na preservação do meio-ambiente, partindo de conceitos como manejo responsável de recursos, manutenção do equilíbrio ecológico e redução da poluição.
Isso envolve, por exemplo, o uso de energias renováveis, a reciclagem, a conservação do solo e da água, a agricultura sustentável e a redução de gases de efeito estufa.
Na escola, algumas boas práticas são o consumo responsável de água e energia, a redução do uso de papel e a gestão adequada dos resíduos.
Já falamos neste texto sobre como os recursos naturais permitem nossa qualidade de vida. No entanto, essa realidade não está disponível para todos. Muita gente ainda não tem energia elétrica, água encanada e condições alimentares básicas. E em um mundo com recursos cada vez mais escassos, o problema tende a aumentar.
O pilar social da sustentabilidade, então, busca promover a justiça social e o bem-estar por meio de uma distribuição mais igualitária de recursos, avanço dos direitos humanos e propostas de desenvolvimento comunitário.
No ambiente escolar, podemos tratar esse pilar por meio da inclusão, do combate ao bullying e do acolhimento da diversidade.
Preservar e distribuir recursos são ótimas ideias, mas, paradoxalmente, podem não ser sustentáveis no longo prazo, dentro do sistema que vivemos hoje. Para garantir um futuro de bem-estar social e ambiental, é preciso também pensar em viabilidade econômica.
Por isso, este pilar da sustentabilidade propõe práticas de desenvolvimento sustentável focadas em preservar a estabilidade financeira, a geração de empregos e a resiliência econômica da sociedade.
Essas propostas também têm espaço em uma instituição de ensino, principalmente por meio de uma gestão inteligente, baseada em dados e focada em um crescimento sustentável.
Uma transformação social verdadeira, com impacto real, precisa começar com a educação. Afinal, é na escola que crianças e adolescentes conhecem a si mesmos e aprendem a ver o mundo, e é função dos educadores abrirem as portas para esse conhecimento.
É claro, não estamos falando sobre doutrinação. As mentes dos alunos não são massas feitas para a escola moldar. Pelo contrário: são criativas, críticas e com um imenso potencial de aprender e construir o próprio caminho. Cabe à educação apenas ajudar nesse crescimento.
De fato, trabalhar a sustentabilidade é uma forma de ensinar e praticar a cidadania na escola e abrir as portas para o futuro.
Além disso, a ideia de desenvolvimento sustentável tem ganhado um espaço cada vez maior no mercado de trabalho. Então, ensinar esse tema pode ajudar seus alunos a se prepararem para as profissões do futuro.
Por fim, a aplicação de práticas sustentáveis também apresenta ganhos para a escola, como a redução de custos operacionais, o controle de gastos e o fortalecimento da reputação institucional.
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Levar o conceito de sustentabilidade para a sala de aula envolve alguns passos importantes. Apresentamos aqui os principais entre eles:
O tema do desenvolvimento sustentável não pode ser um assunto solto, discutido em sala de aula só no Dia da Árvore ou algum outro momento pontual. Pelo contrário, ele deve estar totalmente integrado ao currículo escolar e ao planejamento pedagógico.
A própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defende esse modelo de trabalho, apresentando a sustentabilidade de forma transversal nas competências a serem desenvolvidas em diferentes idades escolares.
Também é importante estimular atividades interdisciplinares, incentivar a investigação científica entre os alunos e usar a literatura como ferramenta para potencializar a compreensão do tema.
🔎 Leia mais: Educação ambiental na escola: como engajar os alunos?
Além da atuação em sala de aula, vale explorar atividades extracurriculares que tratem da sustentabilidade na escola.
Você pode estimular ações como:
Além disso, a escola pode promover projetos sociais vinculados à sustentabilidade, estimulando ainda mais a formação social de seus estudantes.
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Para transmitir os conceitos de sustentabilidade para seus alunos, é preciso que os professores os entendam muito bem. Por isso, busque motivar a formação continuada, com cursos e especializações na área.
Saber como ensinar a sustentabilidade na escola é apenas o primeiro passo. Os princípios do desenvolvimento sustentável devem ir além, implantados inclusive na gestão escolar.
Dessa forma, além de estimular seus alunos e atender às demandas da sociedade, sua instituição também colhe benefícios, como redução de custos e melhor reputação na comunidade.
Veja os passos mais importantes para isso:
Sustentabilidade tem muito a ver com infraestrutura. Algumas opções para um ambiente educacional sustentável são horta, coleta seletiva, captação de água da chuva, energia solar, compostagem, entre outros.
Também é válido pensar em elementos da construção, como ventilação cruzada e luz natural, que ajudam a poupar recursos.
🔎 Leia mais: O que é infraestrutura escolar e como levar melhorias para a escola?
Além da infraestrutura, também é preciso trabalhar o comportamento da comunidade escolar, para utilizar recursos como energia e água de maneira mais consciente.
Ao fazer compras para a escola, favoreça empresas e fornecedores ecologicamente responsáveis. Isso envolve desde os materiais de uso diário até a alimentação oferecida na instituição.
Uma boa dica é começar a substituir um pouco dos lanches industrializados por opções da agricultura familiar. Isso potencializa os três pilares da sustentabilidade e ainda estimula a alimentação saudável.
🔎 Leia mais: Por que trabalhar educação alimentar nas escolas?
A atuação sustentável na escola fica muito mais efetiva se toda a comunidade estiver envolvida. Então promova eventos, faça reuniões e estimule projetos comunitários que integrem todos, desde os pais e responsáveis até a equipe da escola.
🔎 Leia mais: Saiba como melhorar o engajamento com a comunidade escolar.
Sustentabilidade também tem a ver com eficiência. Afinal, não sobre tempo para ser sustentável se sua gestão estiver enrolada com montanhas de papéis e burocracia.
Por outro lado, com um sistema de gestão escolar você otimiza os processos e ganha tempo na gestão. Além disso, pode eliminar o uso desnecessário de papéis.
🔎 Leia mais: Gestão escolar digital; 7 processos que não precisam mais de papel.
Outro poder da tecnologia é potencializar sua comunicação escolar.
De fato, Plataformas digitais podem ser usadas para compartilhar informações, engajar alunos e professores nos projetos, acompanhar resultados e estimular a participação da comunidade escolar.
Um exemplo é o app Sponte Agenda Plus, que tem chat integrado, calendário, envio de notificações e muito mais.
Hoje, contar com inteligência de dados é uma ótima estratégia para tomar decisões mais certeiras na gestão escolar — e isso envolve também a sustentabilidade.
O Sponte, por exemplo, conta com análise de dados otimizada no Sponte Analytics, um sistema com identificação de informações estratégicas, visualização clara, análise em tempo real, apresentação de planos de ação e muito mais.
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