Fidget Spinner: ele atrapalha ou pode ajudar?

Por Sponte em 20 de julho de 2017.

Se você é uma pessoa que convive com crianças ou adolescentes com certeza já ouviu falar da febre do momento: os Spinners. A popularização do objeto entre os jovens (e até adultos) tem levantando vários questionamentos a respeito dos benefícios e malefícios do brinquedo. Afinal ele ajuda ou atrapalha no dia-a-dia dos jovens e de quem está à sua volta? Selecionamos diferentes informações para que você as conheça e tire suas próprias conclusões. Confira.

O que é um Spinner?

Spinner é um brinquedo de funcionamento bem simples: uma peça giratória que custa cerca de 20 reais, feita de metal, plástico ou cerâmica e que pode ter vários formatos, cores e até luzes. Sendo o mais comum o de três hélices, feito de plástico colorido. O único intuito do brinquedo é girar e girar. Muitos afirmam que um dos motivos do brinquedo ter virado febre é o seu funcionamento simples e o efeito hipnótico que causa ao ficar girando, levando as crianças a ficarem imaginando quando o movimento vai cessar.

Quando e por que surgiu?

O Spinner foi criado na Flórida por Catherine Hettinger em 1993, que inventou o brinquedo para interagir com sua filha que sofria de uma doença que afetava seu dia-a-dia. Embora tenha surgido em 1993, apenas neste ano o brinquedo fez sucesso e virou febre entre os jovens.

Divergência de opiniões

Muitas lojas e sites de venda comercializam o Spinner afirmando que o produto é terapêutico, bom para transtornos de déficit de atenção, bom para crianças com autismo ou hiperativas e até mesmo bom para concentração e alívio de stress. Porém, essas características não são cientificamente comprovadas. Especialistas da área de psicologia defendem que é necessário fazer um longo e detalhado estudo a respeito do brinquedo para poder afirmar que ele possui (ou não) os benefícios médicos citados. Em contrapartida, alguns pais norte-americanos relatam que o brinquedo ajudou a melhorar o comportamento de seus filhos com autismo e TDAH.

O fato do brinquedo girar por um determinado tempo faz com que a criança se concentre nesse movimento até que ele pare, esse fator mostra que o dispositivo pode ajudar na concentração. Porém, alguns psicólogos questionam se essa “concentração” é de fato benéfica ou apenas um hábito repetitivo e sem sentido.

Esse movimento giratório pode ajudar a acalmar a ansiedade ou a hiperatividade de algumas pessoas, principalmente adultos, substituindo algumas “manias” que podem atrapalhar outras pessoas do ambiente – como roer unhas, balançar as pernas ou bater a caneta na mesa. Mas, justamente por isso tudo não estar ainda cientificamente comprovado, o brinquedo ainda não pode ser vendido sob estes argumentos.

Spinners nas escolas

Como é o brinquedo do momento, as crianças e adolescentes estão levando esse objeto consigo para todos os lugares, inclusive à escola. Isso preocupa diretores e docentes, pois alguns alegam que o Spinner pode tirar a concentração dos alunos na sala de aula, além de gerar competições não saudáveis em relação ao qual é melhor ou mais bonito.

Algumas escolas dos Estados Unidos já proibiram seus alunos portarem o brinquedo nas aulas, enquanto outras permitiram a brincadeira apenas nos momentos de intervalo e recreio.

Crianças e adolescentes sempre estão inventando uma nova moda, já vimos a febre do ioiô, dos cards de disputas e, mais recentemente, do aplicativo Pokémon Go. Agora, os Spinners.

Seja qual for a coqueluche, sempre é importante que, nas escolas e cursos, prevaleça o bom senso. O Fidget Spinner é um brinquedo aparentemente inofensivo que pode ou não ter efeitos medicinais em alguns casos. Deixar que as crianças o levem para a escola com a regra de não ser usado em sala de aula pode ser uma alternativa razoável para contornar essa “febre”. No final das contas, deve sempre prevalecer o bom senso.

Como o Spinner não é comprovadamente um meio que ajuda na concentração que tal dar uma conferida nessas 10 dicas de concentração e memorização para seus alunos?

Sponte /